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Wellington Júnio Costa: a língua francesa entre palavra e imagem

Para a primeira entrevista deste ano, convidei o professor, pesquisador e tradutor Wellington Júnio Costa . O Wellington foi meu professor de francês na Alliance Française de Belo Horizonte e também durante a minha graduação em Letras na Faculdade de Letras (FALE) da UFMG. Atualmente, ele é doutorando do programa de pós-graduação em Letras Estrangeiras e Tradução (LETRA) da USP e professor efetivo de Língua Francesa e de Ensino de Língua Francesa do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduado em 1996 em Artes com habilitação em Cinema de Animação pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG, formou-se também em licenciatura dupla Português-Francês pela FALE/UFMG em 2006. Mestre em Estudos Literários também pela FALE/UFMG, ele é tradutor da obra de Jean Cocteau para o português brasileiro e pesquisador das noções de autorretrato, autobiografia, autoficção, relação entre as artes, poética da tradução e tradução intersemiótica. Além desse currícul...

O que é um diário de pesquisa e de prática docente?

Sou aluna do programa de pós-graduação em Letras Estrangeiras e Tradução (LETRA) da USP. Esse é meu último semestre como aluna do mestrado e, por isso, decidi cursar a disciplina de Metodologia de Pesquisa em Didática e Ensino-Aprendizagem de Línguas Estrangeiras das profs Eliane Gouvêa Lousada e Heloísa Brito de Albuquerque Costa. Além de ser minha professora na pós, a Eliane é também minha supervisora de estágio PAE (em breve, farei uma postagem sobre isso!). Essa disciplina tem sido muito importante para mim, para pensar nas possibilidades de pesquisa que pretendo realizar no doutorado e na reflexão da minha prática docente. Foi graças a última aula que tivemos (sim, estamos tendo aulas on-line durante esse período de confinamento) que me deu uma vontade danada de voltar a escrever no blog. Começamos a estudar o diário de pesquisa e a importância que ele tem para o desenvolvimento e acompanhamento das pesquisas pelos próprios pesquisadores. Mas o que vem a ser um diário de pesquisa ...

"Como é o trabalho de um tradutor de livros?"

Desde o início do ano, venho abordando aqui no Momento Revisão sobre tradução. Apesar de ter me formado como bacharela em Estudos da Tradução, hoje trabalho exclusivamente com revisão de textos, mas sem tirar os olhos desse outro ofício que tanto amo.  Em uma dessas minhas buscas na internet, encontrei a entrevista do tradutor e escritor Rubens Figueiredo concedida à Revista Escola.  Superindico essa leitura, pois é comum a visão de tradutor e escritor como pessoas que estão em lados opostos.  Mas o que acontece quando um tradutor é também um escritor?   Clique aqui  para saber mais sobre isso! Ótima leitura!

Dia do Escritor

Na última sexta, dia 25 de julho, foi celebrado aqui no Brasil o Dia do Escritor.  Essa data é mais do que importante. Sem esse profissional das letras, não existiria revisor, editor, ilustrador... não existiria o livro. Difícil passar essa data sem refletir sobre autores e obras que marcaram nossas vidas. Para mim, Iaiá Garcia do Machado de Assis foi um divisor de águas. Li esta obra aos 13, 14 anos, por pura curiosidade. Foi o primeiro livro de Machado que tive o imenso prazer de desfrutar. E foi por meio de Machado e de tantos outros escritores que passaram por minha vida que escolhi o caminho das letras. Meu imenso obrigada a todos eles!

Artista britânica cria ilustrações de "palavras intraduzíveis"

Quem já estudou um pouquinho que seja sobre teorias de tradução sabe que não existe isso de palavras intraduzíveis. Quem nunca estudou tradução, eu conto pra vocês esse segredinho: não existe isso de palavras intraduzíveis. É claro que nem toda palavra encontrará um referente que também é uma palavra na outra língua.  O que acontece, na verdade, é que a equivalência entre palavras de línguas diferentes ocorre em graus e que essas gradações tornam, por vezes, inviável traduzir uma palavra por outra, o que possibilita ao tradutor exemplificar ou explicar o termo, ao invés de empregar um que não é a definição mais próxima do que ele deseja. A magia da tradução está nessa dosagem, nesse controle entre o dito em uma língua e o como pode ser dito em outra. O sentido importa muito. Nos casos em que a forma também é importante, como na poesia, o tradutor está sempre diante de um dilema: forma ou sentido? Alguns poucos tentam manter ambos ao mesmo tempo (esforço dos diabos isso e nem sempr...

Dia do Profissional de Letras

Hoje é uma data muito especial para mim, pois hoje é meu dia! Não é meu aniversário, mas é dia do profissional de Letras, e cá estou eu em mais uma jornada de revisões. Parabéns a todos nós que, com amor e dedicação, nos empenhamos para transformar o mundo através das palavras!

Afinal, o que é literatura?

Muito se fala sobre o que é ou não literatura. Quando entrei na minha graduação, no início de 2008, o assunto já causava alvoroço no curso de letras e, provavelmente, teve início bem antes de eu iniciar meus estudos superiores. De lá para cá, nada mudou, pelo visto.  O grande ponto de conflito do que vem a ser literatura está no fato de autores e professores universitários entenderem como literatura unicamente o canônico, a literatura dita clássica, como Hugo, Balzac, Voltaire, Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc., incluindo (talvez?) os ganhadores de prêmios como o Jabuti.  Fato é que a literatura clássica exclui grande parte das produções literárias que existem, inclusive a literatura infantil como um todo. Raros autores entram na lista dos cânones e, provavelmente, são incluídos por terem conseguido agradar aos professores universitários e aos poucos autores dessa excludente seleção. Peter Hunt, em Crítica, teoria e literatura infantil (2010), evidencia e discute ...

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